21 janeiro, 2019

Photo: Adriano Machado - Reuters

The Brazilian President Jair Bolsonaro will outline his government’s economic reform agenda and plans to increase trade with the rest of the world during his speech at the World Economic Forum’s Annual Meeting in Davos today.
Bolsonaro, a far-right former Army captain who took office on Jan. 1st vowing to end years of graft and crack down on violent criminals, will also pledge to lower rampant bureaucracy in Brazil, which many view as a drag on the country’s stuttering economy.
Bolsonaro’s 40-minute speech is scheduled for Wednesday, and he will also highlight efforts to simplify the economy, while pledging to give legal certainty to investors and defend the rule of law.
Bolsonaro is also expected to comment on the situation in neighboring Venezuela, which is undergoing an unprecedented crisis and growing international pressure against the regime of President Nicolás Maduro.
A long-standing critic of Maduro, Bolsonaro has ruled out military action to overthrow the current government, but said last week that a solution for Venezuela will come “briefly,” without giving details of how that would happen.
On his return from Davos, Bolsonaro will settle on a model for its pension reform proposal, his chief of staff, Onyx Lorenzoni, said on Tuesday.

28 outubro, 2018


O Deputado Federal e Capitão da reserva Jair Bolsonaro, de 63 anos, acaba de ser eleito Presidente da República. Bolsonaro assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2019. Com 94,4% das seções eleitorais apuradas, Bolsonaro tem 55,5% dos votos válidos e o petista Fernando Haddad tem 44,5%.
O resultado gerou festa de milhares de apoiadores de Bolsonaro que estavam em frente ao condomínio onde mora o candidato do PSL na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, fogos de artifício foram ouvidos, e simpatizantes de Bolsonaro se reuniram para comemorar na avenida Paulista.
Mais cedo, Bolsonaro votou sob forte esquema de segurança nesta manhã em uma escola de uma vila militar do Rio de Janeiro e afirmou que estava confiante de uma vitória.
Diante de uma campanha tão acirrada e de elevado patamar de polarização, o maior desafio do vencedor agora deverá ser buscar um discurso de união.
A partir da eleição do Capitão da reserva, conhecido por sua retórica dura e por suas declarações polêmicas, permanece a dúvida se terá capacidade e disposição de fazer esses gestos e de unir forças em torno de si para governar.
No hotel onde Haddad e apoiadores acompanhavam a apuração predominava o silêncio, pouco depois das 19h.
As cerca de 200 pessoas que se reuniram no hotel na capital paulista já não mostravam muito entusiasmo. Ao chegar no local em torno de 18h, Haddad foi recebido com gritos de “vamos virar”, mas dirigentes do partido mostravam apenas um “otimismo cauteloso”, de quem considerava que uma virada não era mais impossível, mas não provável.
Ao contrário de quando perdeu a eleição para Prefeitura de São Paulo, em 2016, para João Doria, Haddad decidiu, segundo a fonte, não ligar para o adversário para parabenizá-lo pela vitória.

17 setembro, 2018

In order: Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva, Alckmin and Fernando Haddad - Photo: "O Globo" Archives.

Brazilian far-right presidential candidate Jair Bolsonaro held a solid lead ahead of the October 7th election following a serious stabbing suffered during a popular rally 10 days ago. However, Workers Party (PT) candidate Fernando Haddad emerged in second place, signaling a potential polarized right-left runoff, a poll (CNT/MDA) showed this Monday morning.
Bolsonaro, who is in the hospital and unable to campaign, has 28,2% of voter support, according to the survey by pollster MDA. Haddad, who replaced imprisoned former President Luiz Inácio Lula da Silva on the ticket last week, had 17,6% in his first showing in an MDA poll.
Haddad’s numbers indicated that Lula, banned from running due to a corruption conviction, was successfully transferring his support to the former São Paulo mayor, who is well placed to face off with Bolsonaro in the second round in late October.
Center-leftist Ciro Gomes had 10,8% of voter intentions and business-friendly candidate Geraldo Alckmin was fourth with 6,1%, while environmentalist Marina Silva trailed with 4,1%.

Perspectives to a posible Runoff
In a runoff, which would be triggered if no candidate wins half of the valid votes, Bolsonaro would defeat all other candidates, except Ciro Gomes, with whom he is statistically tied (37,8% for Ciro, against 36,1% for Bolsonaro), MDA said.
One in four voters are still undecided or say they will annul or leave their ballot blank in Brazil’s most uncertain election in a generation.
Other polls published last week showed Bolsonaro losing a runoff against most other candidates.
The nationwide MDA survey of 2.002 people was carried out for the transportation sector lobby CNT (National Confederation of Transport) between September 12th and 15th and had a margin of error of 2,2%, meaning results could vary that much either way.


03 setembro, 2018


Why Convicted Former President Lula Showed in Surveys for Presidential Election?


Photo: correio.rac.com.br

For the eyes of a foreigner it is out of the rational to understand how a convicted person could run for president as his name was appearing in all political surveys as a candidate.
To better explain that, it is correct to point out that this was all, in fact, a script of a theatrical piece that could only be played due to the institutional gaps that fulfill the Brazilian judiciary system.  
In other words, it’s the gaps co-existing among the timetable of the interpretation of a law and the rule of a normative that makes this scenario possible.
The first true is that Lula cannot run for president in compliance with the country’s Clean Record Law, which bans the candidacy of individuals convicted by an appellate court. He has been in jail since April 7 and was sentenced to 12 years and one month in prison for corruption and money laundering.
The second true is that Lula appeared on the polls only because polling firms had to put him there and this happens because Lula’s Workers’ Party registered him as their candidate.
Better explaining, it was possible to register him as candidate because there is a normative resolution of the Brazilian Superior Electoral Court in Brasilia (TSE, acronym in Portuguese), which requires all candidates registered to be put on presidential surveys.
But how the Workers Party got permission to include Lula’s name as a registered candidate? Because this is how things are in Brazil. First you do the wrong, then someone has to call for the wrong and contest his election candidacy to the Electoral Court. The Court will then judge, and if the wrong is proved, then his candidacy will be removed.
By last Thursday, August 30th, there were more than 15 requests to cancel Lula’s registration as candidate.
Between the lines, the Worker’s Party was counting with the laziness of the Brazilian judiciary system. The most promised schedule for TSE judge the case was the date of September 17. Meanwhile the Worker’s Party want to gain public notoriety that Lula could win the election once more and this enforces their interpretation of coup d'etat.
This scenario was just not confirmed because the court ruled on Friday, August 31st,  that former President Luiz Inácio Lula da Silva cannot run for a third term.
But, would Lula really win the Elections? The first run, definitely. He has been shown with 37% of the electored, i.e. people that votes on him with wrongdoings or not. The second run? Hard to say. There is a great part of the population that rejects to vote on him. Still, it would all depend on the course of the election campaigns over these couple of months to come before election day.  
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27 agosto, 2018


Pensando Relações Governamentais – Como a Regulamentação do Lobby tem sido vista no Brasil





Há algum tempo a regulamentação do lobby tem sido objeto de importante discussão legislativa no Brasil, sendo lobby aqui entendido como o diálogo entre os setores público e privado quanto a um determinado tema em que este subsidia/influencia aquele na formulação de uma política pública ou na tomada de uma decisão. Sempre que essa pauta retorna aos holofotes, a voz corrente é que a regulamentação é necessária porque faz parte do processo democrático.

Outro argumento favorável à regulamentação do lobby é que a existência de regras traz transparência e com ela é possível controlar o exercício dos interesses, quem o faz e quais as oportunidades pleiteadas, de modo que ignorar a existência da intermediação, nestes casos, é deixar os atos à mercê dos demais atores.

O que se pretende, na verdade, é controlar essa interlocução e a influência no processo decisório, fazendo com que a atuação do lobista seja livre e democrática, pois assim concretiza-se o Estado Democrático de Direito. Não se pode perder de vista que o Estado existe para intermediar conflitos e dar respostas aos anseios da sociedade.

Assim, por ser o Estado um agente na resolução de tais demandas, a falta de regulamentação faz parecer que qualquer forma de relação com a sociedade é tida a partir do tensionamento entre ambos, atrapalhando a sedimentação das interações entre atores, governos e instituições. 

De outro lado, o administrador público, pela falta de regulamentação, submete-se à interpretação no desemprenho de suas atividades. Por isso, os conselhos de ética, ouvidorias e o controle externo no serviço público são exemplos de como a regulamentação inibe as atividades ilícitas, pois regras claras trazem balizamento para a atuação do servidor, quando essa se relaciona com o papel do Estado de intermediador de interesses. A palavra-chave é transparência.

O Ministro Sepúlveda Pertence, em palestra proferida em um seminário organizado pelo Ministério da Justiça para debater a Regulamentação do Lobby no Brasil, em 2008, já afirmava que “Em qualquer regime minimamente democrático existe o lobby e, por essa razão, toda regulamentação é inevitável”. O professor Clive Thomas, no mesmo evento, salientou que quando se fala em interação humana, temos aí o lobby, de modo que não pode ser eliminado por fazer parte do ser humano. Ressalta, ainda, que um dos maiores problemas na estruturação de uma lei de lobbyé que ela não pode ser restritiva demais para não travar o sistema. O travamento do sistema poderia comprometer a democracia. Reafirma também a importância de se implementar a lei regulamentadora do lobby, reforçando a pauta da transparência.

Há que se ressaltar um ponto importante quando se fala em regulamentação do lobby, que é o fato de a maioria daqueles que defendem a elaboração da legislação frisar a necessidade da regulamentação da atividade e não da profissão. Assim, a atividade seria considerada um “saber especializado”, uma espécie de representação técnica, e os profissionais seriam o sustentáculo da informação de um especialista que abarcaria as áreas técnica e política.

A normatização do tema, consequentemente, estaria relacionada com a capacidade de atendimentos aos objetivos de políticas públicas, com o aumento da integridade e da transparência, e maior controle sobre o comportamento ético de agentes públicos e daqueles com os quais eles devem se relacionar.

Resta claro que o processo de formulação de políticas públicas e de tomada de decisões podem ser enriquecidos com a participação de grupos de interesses na medida em que eles possuem uma bagagem prática e técnica sobre os assuntos debatidos e sua atuação decorre do direito de petição junto ao Poder Público.

O Brasil tem debatido o tema desde a década de 70, apesar de a primeira iniciativa sobre o tema ter surgido no início da década de 80, mas até o presente momento não avançou definitivamente sobre a normatização, que permanece em tramitação no Congresso.

Assim, percebe-se que cada país ou região tem seu próprio tempo e momento para normatizar o que seria a atividade de lobby, sendo que aqui ainda não achamos o momento adequado para finalmente discutirmos e resolvermos o modelo que mais se adequaria a nossa realidade e necessidade.

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