20 fevereiro, 2018


Brasília, 20/02/2018 - A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta terça-feira, 20, o decreto que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Rio. A matéria segue agora para o Senado, que deve apreciá-la ainda nesta terça-feira.

É a primeira vez que o Congresso analisa uma intervenção em um Estado desde a promulgação da Constituição de 1988. O texto foi aprovado por 340 votos a favor, 72 contra e uma abstenção.

Por se tratar de um decreto presidencial, a intervenção já estava em vigência desde sexta-feira. Coube ao plenário apenas dizer se aceitava ou revogava a decisão tomada pelo governo, sem ter o direito de fazer modificações no mérito da proposta.

Durante a votação, que durou mais de sete horas, parlamentares se revezaram na tribuna. O quórum se manteve alto durante toda a sessão, mas a oposição obstruiu os trabalhos e usou recursos para alongar a discussão.

Em ano eleitoral, os deputados do Rio também aproveitaram para fazer longos discursos e marcar posição. A maioria deles votou a favor da medida, com exceção de nomes do PT, do PCdoB e do PSOL.

Inicialmente contrário à medida, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez uma contundente defesa da intervenção. Segundo ele, a medida tornou-se "urgente e necessária porque o poder estadual exauriu sua capacidade para impor a autoridade". Maia defendeu a aprovação do decreto porque o crime organizado se transformou no "inimigo comum a todos os homens e mulheres de bem". "Basta de nos chocarmos com a imensurável dor de pais e mães que perdem seus filhos e filhas brutalmente assassinados", disse. Para alguns deputados, o tom adotado por Maia foi de campanha, uma vez que ele é pré-candidato ao Palácio do Planalto.

No campo da oposição, o discurso foi de que o governo editou o decreto para gerar uma cortina de fumaça e esconder o fracasso da reforma da Previdência, admitido nesta segunda-feira, 19, pelo Palácio do Planalto. "Sem voto para dizer aos bancos que não podia cumprir a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer tentou mudar a pauta desse País e se utilizou do desespero e da fragilidade das pessoas do meu Estado", disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Os oposicionistas também acusaram o governo de usar a medida com intenção eleitoral. O decreto foi assinado por Temer na sexta-feira. A intervenção foi discutida na noite anterior com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), que declarou ter perdido o controle da situação no Estado. A medida tem validade até 31 de dezembro.

Relatora da matéria, a deputada Laura Carneiro (MDB-RJ) fez sugestões para o texto do decreto, que devem ser analisadas pelo Executivo. A principal delas foi a de dar poder de polícia aos militares que atuarem durante a intervenção e garantir que sejam julgados somente pela Justiça Militar e não pela Justiça comum, caso cometam alguma irregularidade durante as ações.

Carneiro também afirmou que o governo deve garantir recursos não apenas para as ações da intervenção, mas também para assistência social tanto para este ano quanto para o Orçamento de 2019. "É evidente que, sem o aporte significativo de recursos federais, a intervenção federal não conseguirá atingir minimamente seus objetivos", disse a deputada. (Isadora Peron e Daiene Cardoso)

Fonte: Broadcast Político

16 dezembro, 2017

Governador de São Paulo e Presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, declarou neste sábado (16/12) que seu partido punirá Deputados tucanos que votarem contra a Reforma da Previdência, que foi flexibilizada e teve votação adiada para o próximo 19 de fevereiro. O adiamento da votação foi encarado por lideranças congressistas como uma derrota do Governo.
Aclamado presidente nacional do PSDB há uma semana, Alckmin encabeça posição majoritária do partido em favor da proposição, prioridade máxima no último ano da gestão Temer (PMDB), e havia feito a ressalva de que o fechamento de questão não implicaria, necessariamente, punição a correligionários. “Nosso momento não é de discutir punição, é convencimento. É convencimento”, ponderou Alckmin em cerimônia de entrega de um terminal de ônibus em Americana, interior paulista.
“Era pra votar em dezembro, ficou pra fevereiro. Nós continuamos favoráveis. Se ficar pra março continuaremos favoráveis. Entendemos que é uma questão de justiça, no sentido de ter um tratamento mais justo entre setor privado e público e pra evitar o déficit, porque isso pode comprometer o equilíbrio das finanças públicas”, acrescentou o Governador.
Em meio a crises internas à legenda, o PSDB decidiu, a exemplo de partidos como PMDB e PTB, pelo fechamento de questão a favor da reforma na última quarta-feira (13), já com Alckmin no comando dos tucanos. Na ocasião, a obrigação de voto a favor foi imposta, mas descartou-se a punição dos que votassem contrariamente à decisão do partido.
Com 46 deputados, o partido é considerado crucial para aprovar a Reforma – que, por tramitar por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016), precisa ao menos de 308 votos na Câmara, em dois turnos de votação. Metade do partido defende o fim da aliança com Temer, grupo encabeçado por tucanos como o Senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra da legenda. Deputados alinhados a essa tendência não têm se manifestado com frequência contra a proposição, mas votaram pela continuidade das investigações contra Temer e demonstram incômodo com a pauta governista.
Diferentemente, tucanos liderados pelo Senador Aécio Neves (PSDB-MG), antecessor de Alckmin no comando do partido, e pelo Governador de Goiás, Marconi Perillo, querem não só a manutenção da aliança, mas o apoio irrestrita à pauta reformista de Temer – que, além da reforma da Previdência, falou sobre os anseios de aprovar um projeto de “simplificação tributária”, ontem (15/12) em discurso na posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), responsável pela articulação política com o Congresso. Mas tanto Aécio quando Marconi, investigados pela Operação Lava Jato, têm perdido força no partido diante das propaladas intenções de renovação com vistas à corrida presidencial de 2018. Presidenciável do PSDB, Alckmin também é alvo da Lava Jato, embora sua situação judicial seja considerada menos desfavorável.
Dos quatro ministros tucanos originais do governo Temer, apenas um continua no Executivo em nome do PSDB: Aloysio Nunes, Senador de São Paulo que chefia o Ministério das Relações Exteriores. Luislinda Valois, que continua na pasta dos Direitos Humanos, desfiliou-se do partido na última quinta-feira (14/12). Os deputados Bruno Araújo (Cidades) e, mais recentemente, Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) deixaram a equipe ministerial como reflexo do racha tucano.

27 novembro, 2017

Photo: Beto Barata/PR
A new version of Brazil’s unpopular Pension Reform bill presented last Wednesday will suggest “softer” rules for retirement and social security contributions, according to a draft of the legislation that the Government hopes will win approval in Congress.
The new bill will require a minimum of 15 years of contributions from private sector workers, compared to 25 years in the previous draft bill and 15 currently. Public servants would have a 25-year minimum, and all workers would need to work 40 years to retire on full pension.
The bill maintains the minimum retirement age of 65 years for men and 62 years for women, a key proposal for reducing the cost of Brazil’s pension system.
Pension reform is the cornerstone policy in President Michel Temer’s efforts to bring the deficit under control, but he lacked the votes to get a tougher version approved by lawmakers who worried the unpopular measures would hurt their re-election chances next year.
Temer used political capital blocking corruption charges that further undermined support for his policies and delayed a pension reform vote in Congress by six months.
The revamped bill maintains the same retirement rules for rural workers that are in effect now, dropping proposals for tighter standards.
In the current bill, rural workers will contribute for 15 years to get a pension, 10 years less than the Government’s initial proposal. The minimum retirement age for female and male rural workers will be kept respectively at 55 and 60 years, the same as today, according to the draft.
The Government restored a guarantee that disabled or elderly people unable to support themselves would receive an additional amount so their total payment meets a monthly minimum,
The speaker of the Lower House of Congress, Rodrigo Maia, warned this week said that the government did not have the 2/3 majority of votes needed to pass a Pension Reform.
Maia said the government should work to strengthen its base first, which Temer sought to do on Wednesday by swearing in Alexandre Baldy to head the Ministry of Cities, a move designed to please the Baldy’s Progressive Party (right wing), which has 40 seats in the chamber.

23 setembro, 2017

Photo: Marcelo Camargo - Agência Brasil
Brazil’s Central Bank trimmed its inflation forecast on Thursday and said it expected economic growth to pick up into next year, painting an optimistic picture for Latin America’s largest economy as interest rates approach record lows.
In a quarterly inflation report, the Central Bank forecast economic growth of 0.75% in 2017, up from a previous estimate of 0.5%. For 2018, the Bank forecast growth of 2.2%. Inflation is estimated at 3.2% in 2017 and 4.3% in 2018, down from 3.3% and 4.4% respectively that it expected previously.
The Central Bank, which has slashed interest rates from 14.25% to 8.25% over the past year to revive a recession-hit economy, maintained its forecast of gradually reducing the pace of interest rate cuts in coming months.
The Bank extended its inflation scenario to include forecasts for 2019 and 2020, at 4.2% and 4.1% respectively. With inflation estimates hovering around the official target of 4% for 2020, policymakers said monetary policy can continue to stimulate economic growth.
Economists expect the bank to cut its benchmark interest Selic rate to 7.00 percent by December, below an all-time low of 7.25%t, and keep the rate at that level through 2018, a weekly central bank survey showed on Monday.
Brazil’s economy resumed growth in the first half of this year after 3 years of its worst recession on record. While stronger consumption has driven the gradual recovery for now, investments are expected to grow 3% in 2018 thanks to lower interest rates, the bank predicted.

Temer Presidency: deep disapproval among Brazilians    
Nevertheless, approval for Brazilian President Michel Temer's government has plummeted, according to a poll published on Tuesday, as the scandal-plagued leader faces new corruption charges and struggles to push his economic reform agenda through Congress.
Polling firm MDA said that only 3.4% of those surveyed thought the Temer government was doing a “great or good” job - down from 10.3% in MDA's last such poll in February.
Temer took over a year ago from impeached leftist Dilma Rousseff and has said he does not care about popularity and only wants to push through an austerity package before his term ends in Jan. 2019. Yet his ability to do so has been hamstrung by charges of taking bribes, racketeering and obstruction of justice.
The charges against Temer are based on the plea-bargain testimony of the owners of the world's largest meatpacker, JBS SA. They accuse Temer of taking bribes in return for political favors and of conspiring to buy the silence of a witness who could implicate the leader. Temer has repeatedly denied any wrongdoing.
The MDA poll was commissioned by the national transport lobby CNT and surveyed 2,002 people across Brazil from Sept. 13-16. The poll has a margin of error of 2.2 percentage points.

14 setembro, 2017

Segundo fontes, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já teria concluído nova denúncia contra Michel Temer. O Presidente será acusado dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça em documento com 200 páginas a ser apresentado até o fim da tarde desta 5ª feira (14/09) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A denúncia tem como base as delações de executivos da JBS e do corretor de valores Lúcio Funaro, considerado operador do PMDB nos esquemas de corrupção. Essa é a segunda denúncia a ser oferecida por Janot contra o Presidente. A anterior, por corrupção, feita a partir das delações de executivos da J&F, foi rejeitada pelos aliados de Temer na Câmara.
Temer será denunciado por obstrução da Justiça por ter avalizado, no entendimento de Janot, o empresário Joesley Batista a comprar o silêncio de Funaro e do ex-Deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Já o crime de organização criminosa será atribuído ao Presidente por sua atuação no chamado “quadrilhão” do PMDB na Câmara.
Temer nega todas as acusações e alega sofrer perseguição política de Janot. Ontem o Supremo rejeitou, por unanimidade, o pedido de suspeição do Procurador-Geral da República apresentado pela defesa do Presidente.
Confirmado o oferecimento da denúncia, caberá à Câmara analisar o pedido da Procuradoria-Geral da República para autorizar o STF a julgar a acusação. Se não houver o apoio de pelo menos 342 deputados, o processo será suspenso até que Temer deixe a Presidência. Janot deixa a PGR na próxima segunda-feira, quando passará o cargo a Raquel Dodge.

Negado pedido da defesa de Geddel para que ex-ministro retorne a prisão domiciliar
A Justiça do Distrito Federal negou hoje pedido da defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima para que ele deixe o presídio da Papuda e passe para a prisão domiciliar ou, como segunda alternativa, para a prisão militar. Na decisão, a a juíza Lelia Cury, da Vara de Execuções Penais, afirmou que Geddel não corre riscos na cadeia e que a reportagem anexada ao pedido é “meramente especulativa”.
Quanto a possibilidade de Geddel migrar para a prisão militar, a magistrada lembra que o benefício só é concedido a advogados, agente político do Estado e militares enquanto ainda integram a referida força. Na decisão, ela ressalta não ser o caso de Geddel.
Lelia Cury nega ainda o pedido da defesa para que o processo corra em segredo de Justiça. “A publicidade do presente feito se faz necessária para demonstrar que ao custodiado vem sendo dispensado o mesmo tratamento dado aos demais presos do DF que ostentam as mesmas condições pessoais e processuais”, diz a juíza em uma das justificativas.
Geddel foi preso na última 6ª feira (08/09), dois dias após a Polícia Federal localizar um apartamento com R$ 51 milhões, distribuídos em malas e caixas, que havia sido emprestado por um empresário ao ex-ministro. Essa foi a maior apreensão de dinheiro vivo na história do país. Foram identificadas impressões digitais do peemedebista em cédulas apreendidas no “bunker”.
Geddel já havia sido preso em 4 de julho, acusado de tentativa de obstrução de Justiça em meio às ações da Operação Cui Bono. Uma semana depois, por meio de habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, passou para a prisão domiciliar.
Geddel também é suspeito de ter recebido cerca de R$ 20 milhões em propina de empresas em troca da liberação de financiamentos na Caixa Econômica Federal (CEF). Ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco estatal entre 2011 e 2013, no Governo da ex-Presidenta Dilma Rousseff.