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28 outubro, 2018


O Deputado Federal e Capitão da reserva Jair Bolsonaro, de 63 anos, acaba de ser eleito Presidente da República. Bolsonaro assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2019. Com 94,4% das seções eleitorais apuradas, Bolsonaro tem 55,5% dos votos válidos e o petista Fernando Haddad tem 44,5%.
O resultado gerou festa de milhares de apoiadores de Bolsonaro que estavam em frente ao condomínio onde mora o candidato do PSL na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, fogos de artifício foram ouvidos, e simpatizantes de Bolsonaro se reuniram para comemorar na avenida Paulista.
Mais cedo, Bolsonaro votou sob forte esquema de segurança nesta manhã em uma escola de uma vila militar do Rio de Janeiro e afirmou que estava confiante de uma vitória.
Diante de uma campanha tão acirrada e de elevado patamar de polarização, o maior desafio do vencedor agora deverá ser buscar um discurso de união.
A partir da eleição do Capitão da reserva, conhecido por sua retórica dura e por suas declarações polêmicas, permanece a dúvida se terá capacidade e disposição de fazer esses gestos e de unir forças em torno de si para governar.
No hotel onde Haddad e apoiadores acompanhavam a apuração predominava o silêncio, pouco depois das 19h.
As cerca de 200 pessoas que se reuniram no hotel na capital paulista já não mostravam muito entusiasmo. Ao chegar no local em torno de 18h, Haddad foi recebido com gritos de “vamos virar”, mas dirigentes do partido mostravam apenas um “otimismo cauteloso”, de quem considerava que uma virada não era mais impossível, mas não provável.
Ao contrário de quando perdeu a eleição para Prefeitura de São Paulo, em 2016, para João Doria, Haddad decidiu, segundo a fonte, não ligar para o adversário para parabenizá-lo pela vitória.

03 outubro, 2016

O PT foi o maior derrotado das eleições deste domingo. O partido, que desde sua criação sempre cresceu em número de eleitos a cada disputa municipal, teve retrocesso significativo e terá, em 2016, menos vitórias que em 2004.
Até as 21h30 de domingo, havia 204 petistas eleitos em um universo de 4.948 cidades com a apuração encerrada. Ainda havia 620 municípios com a contagem em andamento.
Com esse resultado parcial, o partido estava elegendo apenas 4% dos prefeitos do País. Nas eleições de 2012, a taxa foi quase o triplo disso: 11,5%.
Outra medida que dá ideia do tamanho do recuo petista é a queda do partido no ranking dos eleitos. Há quatro anos, o PT estava na terceira colocação, atrás apenas do PMDB e do PSDB. Neste ano, deve cair para o décimo lugar, atrás até do DEM, um dos partidos que mais encolheram nas últimas décadas.
A derrocada do PT foi especialmente forte nas capitais. Neste domingo, o partido conquistou apenas Rio Branco, com Marcus Alexandre, que se reelegeu. Para o segundo turno, o PT se classificou apenas em Recife, com o ex-prefeito João Paulo.
O PMDB mantém a posição de primeiro colocado no ranking. Até as 21h30 de ontem, o partido havia conquistado 951 prefeituras e estava a caminho de superar o resultado de 2012 (1.021). Do total das cidades com apuração encerrada, em 19% havia um peemedebista vitorioso. Em relação ao resultado de quatro anos atrás, houve crescimento de um ponto porcentual.
O segundo colocado no ranking também permanecerá o mesmo de 2012: o PSDB. Mas houve um crescimento significativo do partido, que elegeu 695 prefeitos há quatro anos e, em 2016, deve se aproximar de 800.
O porcentual de tucanos eleitos, que foi de 12,5% em 2012, deve passar para quase 15% neste ano. O número de eleitores que serão governados pelo partido terá um salto, principalmente por causa da vitória de João Doria em São Paulo, maior cidade do País.

RETRAÇÃO
O PSB, que foi a principal estrela do primeiro turno de 2012, ao conquistar 120 prefeituras a mais do que nas eleições de quatro anos antes, agora deve ter um leve recuo. Até as 21h30, havia 378 eleitos do PSB, menos do que os 440 da disputa de 2012.
O PRB, que em determinado momento chegou a liderar as pesquisas em São Paulo e no Rio de Janeiro, os dois maiores colégios eleitorais do País, deve crescer em relação ao resultado de 2012, quando elegeu 80 prefeitos. O resultado parcial de 2016, até as 21h30, indicava pelo menos 92 vitórias.
Entre os partidos que conseguiram eleger ao menos um candidato, o PSOL foi o que conseguiu ganhar em um menor número de cidades. Foram apenas 2 prefeituras conquistadas, mas esse número poderá ainda subir pois o partido disputará o segundo turno em duas capitais: Rio de Janeiro e Belém.
Em segundo lugar entre os nanicos, está o PMB, partido recém-criado e que conseguiu vencer em 3 cidades. Em seguida, vêm PPL com 4 prefeituras conquistadas, e depois Rede, com 5 cidades.



Veja o ranking geral de prefeituras por sigla:

Partido20122016Variação
PMDB1.0151.0271,20%
PSDB68679115,30%
PSD4955378,50%
PP4744944,20%
PSB434412-5,10%
PDT3043349,90%
PR2742947,30%
DEM276265-4%
PTB298261-12,40%
PT630256-59,40%
PPS122118-3,30%
PRB7910431,60%
PV991001,00%
PSC82876,10%
PCdoB518056,90%
SD062*
Pros051*
PHS1636125,00%
PSL233030,40%
PTN1230150,00%
PMN4228-33,30%
PRP2319-17,40%
PTdoB2515-40%
PTC1915-21,10%
PEN014*
PRTB1610-37,80%
PSDC109-10,00%
Rede05*
PPL114-63,60%
PMB03*
Psol12100%
* O partido ainda não havia sido criado em 2012.